Terapeutas

O Hospital do Mar Cuidados Especializados Lisboa conta com um corpo de terapeutas altamente qualificado e vocacionado para as suas funções.

O avanço tecnológico que se tem registado nos últimos anos no setor da saúde e a especialização profissional imprescindível que lhe está associada conferem atualmente aos terapeutas um papel determinante nas equipas de saúde. Assim, o Hospital do Mar Lisboa conta com a prestação de um corpo de terapeutas altamente qualificado, selecionado em conformidade com padrões rigorosos em termos técnicos, pessoais e de experiência profissional.

Os Terapeutas do Hospital do Mar Lisboa desenvolvem a sua atividade em várias áreas, integrados em equipas multidisciplinares, colaborando para uma prestação de cuidados única, centrada nas necessidades dos doentes e contribuindo decisivamente para o seu bem-estar e qualidade de vida.

O Hospital do Mar Lisboa aposta fortemente na formação dos seus terapeutas, tanto através de uma contribuição direta para os seus conhecimentos nas áreas específicas de vocação desta unidade de saúde, como no envolvimento em programas de formação e investigação nas suas áreas profissionais, de modo a que consigam responder à evolução tecnológica e garantam a melhor qualidade e eficiência na prestação de cuidados de saúde.

  • Fisioterapeutas

    A fisioterapia baseia-se na análise e avaliação do movimento e da postura, centrada nas estruturas e funções do corpo. Recorre a métodos educativos e a terapêuticas específicas com base, essencialmente, no movimento, nas terapias manuais e em meios físicos e naturais, com objetivos de promoção da saúde e de prevenção da inadaptação e de incapacidades.

    Assim, o fisioterapeuta, cuja intervenção é realizada numa perspetiva global, trata, habilita ou reabilita pessoas com alterações físicas, cognitivas, de desenvolvimento ou outras, de modo a promover a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida.

    Mais especificamente, o fisioterapeuta desenvolve a sua atividade aos seguintes níveis:

    • Realiza avaliações sistemáticas, planeia e executa programas específicos de intervenção, de modo a permitir uma personalização dos cuidados
    • Desenvolve ações e colabora no âmbito da promoção da saúde e do bem-estar
    • Elabora relatórios de resultados obtidos e perspetiva a continuidade da evolução

    No Hospital do Mar Lisboa, os Fisioterapeutas desenvolvem a sua atividade na área da convalescença, reabilitação, realibilitação de acidentes vasculares cerebrais, cuidados paliativos e demências.

    Na Unidade de AVC de Reabilitação a fisioterapia desenvolve programas nas seguintes áreas:

    • Recuperação do equilíbrio estático e dinâmico
    • Normalização do tónus
    • Recuperação da marcha
    • Automatização e funcionalidade da marcha
    • Recuperação da força muscular
    • Promoção da consciência corporal
    • Facilitação de padrões de movimento normal
    • Prevenção das limitações articulares
    • Melhoria da funcionalidade dos membros
    • Normalização da sensibilidade
    • Diminuição da dor, nomeadamente da dor neuropática
    • Promoção da autonomia

    Na Unidade de Cuidados Paliativos, a fisioterapia desenvolve programas nas seguintes áreas:

    • Alívio da dor
    • Diminuição de edemas
    • Manutenção da integridade cutânea
    • Ensino de padrões respiratórios
    • Facilitação da eliminação de secreções
    • Manutenção das amplitudes articulares disponíveis
    • Ensino de posturas que promovam o alívio da sintomatologia e que possam facilitar as trocas gasosas

  • Terapeutas da Fala

    O terapeuta da fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, tratamento e estudo científico da comunicação humana e dos problemas com ela relacionados.

    Neste contexto, a comunicação humana engloba todos os processos associados à compreensão e produção da linguagem oral e escrita, bem como as formas de comunicação não verbal. Inclui ainda a prevenção, avaliação e tratamento da deglutição e das suas perturbações.

    Dependendo da patologia, o terapeuta da fala pode intervir em diversas áreas:

    • Linguagem: a linguagem é uma capacidade humana complexa, através da qual as pessoas comunicam umas com as outras. A linguagem pode ser verbal (oral e escrita) ou não verbal (por exemplo, através de gestos). Quando uma pessoa sofre uma perturbação da linguagem (afasia), a sua capacidade de comunicação fica comprometida. 
    • Articulação: a articulação verbal é a produção de fonemas (vogais e consoantes) através de um conjunto de movimentos coordenados dos órgãos fonoarticulatórios (língua, lábios, mandíbula, dentes). Qualquer alteração na articulação (disartria) interfere com a inteligibilidade do discurso ao nível da clareza e da capacidade dos outros o perceberem. 
    • Alimentação: a mastigação (ato de mastigar) e a deglutição (ato de engolir) são atividades neuromusculares complexas. Poderá ocorrer uma perturbação ao nível destas funções (disfagia) devido a lesão neurológica, dificultando ou impedindo a sua realização. 
    • Voz: a voz consiste no conjunto dos sons que produzimos a partir da vibração das pregas vocais e que é depois modificado pelos órgãos ressoadores. A voz permite identificar uma pessoa relativamente à sua idade, sexo, estrutura física, raça, características de personalidade e estado emocional. As perturbações ao nível da voz (disfonia) podem ter várias origens, nomeadamente o mau uso e abuso vocal ou uma lesão neurológica.

  • Terapeutas Ocupacionais

    A terapia ocupacional promove a saúde e o bem-estar através da ocupação.

    Pretende-se com a terapia ocupacional habilitar as pessoas para que participem nas atividades de vida diária, desenvolvendo as suas competências, restaurando funções perdidas, prevenindo disfunções e/ou compensando funções.

    Para atingir os seus objetivos a terapia ocupacional avalia, programa e utiliza estratégias adequadas para que cada pessoa com disfunção física, mental, social, de desenvolvimento ou outra, possa maximizar o seu desempenho e autonomia.

    Na terapia ocupacional valoriza-se:

    • A abordagem centrada no doente, ou seja, valoriza-se o envolvimento dos doentes na identificação dos seus objetivos e na tomada de decisões sobre os seus cuidados durante a abordagem, independentemente do seu grau de incapacidade. 
    • A ocupação, considerada como uma necessidade humana básica, determinante para a saúde, fonte de significado e satisfação e instrumento terapêutico. A ocupação é categorizada em cuidados pessoais, de lazer e de produtividade.
    • O desempenho ocupacional, ou seja a capacidade da pessoa para escolher, organizar e desempenhar de forma satisfatória, ocupações significativas que sejam culturalmente definidas e adequadas à idade, com o objetivo de cuidar de si, aproveitar a vida e contribuir para o desenvolvimento social e económico da comunidade.